

Hoje, meu ateliê tem duas divisões imaginárias: uma parte que abriga meus processos e produções artísticas pessoais e a outra que envolve o educar e o espaço em constante movimento para os alunos desenvolverem as ideias deles. Não há uma divisão física, mas de fato eles ocupam o ateliê de formas diferentes. Por isso, em 2025, tirei do papel um projeto que ficou muitos anos amadurecendo na gaveta. A Âmago é um ateliê escola, como eu resolvi chamar. Escola porque os ensinos e experimentos acontecem aqui dentro e ateliê porque ainda é um laboratório livre de investigações individuais. Um formato que, acima de tudo, não define o rumo das produções, nem parte de padrões tradicionais de ensino da arte, mas incentiva o treino do olhar para o caminho certo e único de cada um, construindo com o aluno seu próprio método de aprendizado que parte de elementos familiares e respeitando seu ritmo.



